terça-feira, 5 de junho de 2012

PSB pode rever aliança com PDT e lançar Wilma para prefeitura de Natal


Nem mesmo completou duas semanas do anúncio – para ser exato foram 13 dias – a aliança do PSB com o PDT poderá ser desfeita e os socialistas poderão relançar a pré-candidatura da ex-governadora Wilma de Faria a prefeita de Natal nas eleições deste ano. A tese é defendida por setores do PSB, que não aceitam desfazer a aliança na proporcional, conforme propõe agora o presidente estadual do PDT, ex-prefeito Carlos Eduardo Alves. Por conta dessa aliança, o PC do B já declarou seu rompimento com o pedetista (ver matéria abaixo).
Uma wilmista dizia esta manhã, na condição de sigilo da fonte, que o diretório do PSB em Natal deve exigir do PDT a manutenção do compromisso de aliança na proporcional. Caso o PDT não aceite, o PSB deve “mudar” de posição e relançar a candidatura de Wilma de Faria a prefeita de Natal. “A ex-governadora Wilma de Faria fez um sacrifício: deixar de ser candidata contra o desejo do partido e da população. Acho que se o PDT insistir nessa posição o PSB deve mudar sua decisão. Volta a candidatura de Wilma”, defendeu o socialista.
A presidente estadual do PSB, Wilma de Faria, está viajando e o presidente estadual do PDT, Carlos Eduardo Alves, coincidentemente também estaria fora do Estado e ambos não foram localizados pela reportagem para comentar o assunto. A presidente do diretório do PSB em Natal, deputada estadual Márcia Maia, também não foi encontrada pela reportagem de O Jornal de Hoje.

O tema é indigesto porque mostra uma quebra de compromisso recíproco numa aliança que sequer completou duas semanas de existência. No último dia 23 de maio, o PSB anunciou a desistência de Wilma de concorrer à Prefeitura e proclamou a aliança do partido com o PDT para a eleição majoritária e proporcional, com os socialistas indicando o companheiro de chapa do ex-prefeito.
Ainda naquela quarta-feira 23 de maio, à tarde, dois dos cinco vereadores do PSB na Câmara Municipal de Natal, porém, destoaram da linha partidária e votaram pela reprovação das contas do ex-prefeito. Pelas linhas do acordo PSB/PDT, o correto teria sido os vereadores do PSB votarem pela aprovação das contas do ex-gestor. Caso tivessem seguido a orientação do partido e acompanhassem os votos de Júlia Arruda, Júlio Protásio e Franklin Capistrano, os vereadores Adenúbio Melo e Bispo Francisco de Assis teriam evitado a reprovação por 16 votos a seis de Carlos Eduardo, que por conta disso se tornou “ficha suja” e corre o sério risco de não poder se candidatar nas eleições deste ano.
VOTAÇÃO
Logo após a votação, surgiram cobranças de retaliação de setores ligados a Carlos Eduardo e da parte do próprio pré-candidato no sentido de que o PSB expulsasse Adenúbio e Bispo Francisco de Assis do partido, fazendo com que eles perdessem o mandato e, sem partido, ficassem inelegíveis. Integrantes do PSB ligados ao ex-prefeito, como o vereador Júlio Protásio, chegaram a pedir publicamente a expulsão dos colegas de bancada. O assunto, porém, já estava adormecendo quando nesta semana o ex-prefeito voltou a pressionar o PSB por medidas duras contra os vereadores que o teriam traído.

Em entrevista ao Diário de Natal, nesta segunda-feira, confrontando o acordo com o PSB, Carlos declarou que não há nada definido em relação à composição proporcional. E mais: confirmou que o compromisso com o PSB foi revisto, após a reprovação das suas contas referentes ao exercício financeiro de 2008 na Câmara. “Havia o compromisso da aliança proporcional antes do julgamento das minhas contas na Câmara. Mas, houve dissidências no PSB. Dois vereadores votaram contra. Então, não há definição em relação a isso. Vamos ainda analisar as possibilidades. A definição se dará na próxima semana”, declarou o ex-prefeito, numa clara pressão e exigindo do PSB uma solução contra os vereadores Adenúbio Melo e Bispo Francisco de Assis.

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