segunda-feira, 15 de julho de 2013

Ultrapassagens são comuns em linha férrea de Natal, diz maquinista

Funcionários de trem que colidiu em ônibus prestaram depoimentos.
Acidente matou adolescente e deixou vários feridos na semana passada.


Trem bateu no ônibus que tombou na avenida Bernardo Vieira (Foto: Henrique Dovalle/G1)

O maquinista e o auxiliar do trem que se envolveu em um acidente com um ônibus na semana passada em Natal revelaram que as ultrapassagens irregulares de veículos de transporte coletivo já aconteciam com frequência na linha férrea que cruza a avenida Bernardo Vieira. O cruzamento foi palco da colisão entre um veículo da empresa Reunidas e a locomotiva, batida que matou um adolescente de 14 anos e deixou dezenas de feridos na última quarta-feira (10). Os dois funcionários que estavam no trem, além do operador de cancela da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), prestaram depoimentos nesta segunda-feira (15) na Delegacia Especializada de Acidentes de Veículos (DEAV).

Titular da DEAV, o delegado Sérgio Leocádio conta que os repetitivos avanços sobre a linha férrea foram confirmados tanto pelo maquinista, quanto pelo auxiliar. "Os dois disseram que as ultrapassagens são comuns, sobretudo por parte da empresa de 'branco', que é a Reunidas. O motorista e o auxiliar afirmam que já fizeram várias ligações para as empresas reclamando das ultrapassagens", ressalta Leocádio. Os avanços são facilitados pelo fato de a cancela só estar presente apenas no lado dos veículos leves. Na faixa exclusiva de ônibus o espaço é aberto.

Sobre os procedimentos adotados antes e depois da colisão, os funcionários informaram que são padrão. "Todos são unânimes em dizer que a cancela e os equipamentos de sinalização existentes estavam funcionando, a velocidade da locomotiva estava baixa e as buzinas do trem foram acionadas", diz o delegado. De acordo com Sérgio Leocárdio, o maquinista continuou o trajeto até a próxima estação após o acidente, seguindo o que rege o Regulamento Geral de Operações (RGO) da CBTU. "Na estação seguinte, eles passam o serviço para outros funcionários e vão embora", acrescenta.

O maquinista disse ainda que só conseguiu ver o ônibus quando o veículo já avançava sobre a linha férrea. "Ele afirmou que uma árvore localizada no canteiro central da avenida atrapalhou a visibilidade. De acordo com o maquinista, o motorista do ônibus acelerou para evitar a batida. Os freios do trem foram acionados, mas não foi possível evitar o acidente", conclui o delegado.

Secretaria de Saúde confirma terceiro caso de H1N1 no RN este ano

A Secretaria Estadual da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) confirmou mais um caso de Influenza A (H1N1) no estado. De acordo com a Sesap,  dos 42 laudos emitidos pelo Instituto Evandro Chagas (Belém-PA) de casos suspeitos para Influenza A (H1N1), de 14 e 28 de junho, um foi confirmado para a referida doença.


No ano de 2013 já foram recebidas 156 notificações para H1N1.
Sesap confirmou dois óbitos por H1N1 em 2013.


O novo caso confirmado foi de uma gestante de 28 anos, residente em Natal, que foi hospitalizada no dia 04 de junho, recebeu alta em 10 de junho e passa bem. Dos demais casos, 16 foram confirmados para outros vírus respiratórios e 25 laudos foram negativos para vírus respiratórios.
Ainda de acordo com a Sesap, no ano de 2013 já foram recebidas 156 notificações para H1N1, dentre estas 03 casos confirmados de Influenza A(H1N1). Dentre os 18 casos de óbitos suspeitos do ano de 2013, continuamos com 2 óbitos confirmados para Influenza A(H1N1), 1 confirmado para Influenza A não subtipado e 7 casos descartados, os demais encontram-se em investigação.

Direitos Humanos acompanha caso de despejo de 65 famílias em Natal

Famílias terão que desocupar conjunto habitacional invadido na zona Oeste.
Desocupação do local, se necessário, deve ser feita com auxílio da polícia.

Conjunto Habitacional foi invadido antes do término da construção (Foto: Fred Carvalho/G1)
O Conselho Estadual de Direitos Humanos acompanha as negociações com as 65 famílias que ocupam irregularmente casas no conjunto habitacional Praia-mar, localizado na Cidade da Esperança, bairro da zona Oeste de Natal, e apela ao bom senso do governo do estado para socorrer as famílias que ficarão desabrigadas. Para o presidente do Conselho, Marcos Dionísio de Oliveira Caldas, “este não é um problema que o governo não possa administrar”.

A Justiça do Rio Grande do Norte expediu a ordem de despejo dessas pessoas, que invadiram casas inconclusas. O Governo do Estado e a Dois A Engenharia e Tecnologia Ltda, autores da ação de reintegração de posse, pedem a saída dos invasores para que as obras sejam continuadas e as casas entregues a pessoas cadastradas no programa habitacional estadual. Os moradores dizem que não têm para onde ir e que, por isso, não deixam o local. A Justiça já determinou o uso da força policial na retirada das famílias caso haja resistência. Ainda não há previsão de quando será a reintegração de posse.
Para Marcos Dionísio, é preciso que o governo do estado “encaixe” essas famílias em outras  iniciativas de construção de unidades habitacionais. “O Estado precisa tentar minimizar os prejuízos, tentar alojar essas pessoas que terão que desocupar os imóveis, sem entrar no mérito da forma como elas entraram lá”, disse.
O presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos cobrou ainda do governo do estado mais investimentos na área da habitação. “É interessante que o governo volte suas prioridades para o campo da habitação, porque nós temos notícias de que no início deste ano foram devolvidos um bom volume de recursos para o governo federal porque o estado não investiu”, disse.