terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Disciplina partidária não combina com eleição municipal

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O senador José Agripino Maia, presidente nacional do Democratas, será obrigado a enfiar a viola no saco. Explico: o líder do DEM não terá como evitar aliança do seu partido com o PSD (Partido Social Democrático) nas eleições municipais deste ano.

Por uma questão de brios, Agripino tem reafirmado que o DEM está proibido de fechar alianças para apoiar candidatos do PSD. Ser apoiado pelo PSD, pode. Apoiar, não.

José Agripino argumenta que seu partido não pode apoiar quem lhe atacou, quem lhe arrancou "nacos" de representatividade. E não foi pouco. O DEM perdeu 17 deputados federais, um senador e um governador para o PSD.

Se depender de José Agripino Maia, o PSD estará fora de qualquer palanque onde o DEM tenha força ou hegemonia política. Principalmente, aqui no Rio Grande do Norte, terreiro dele.

Mas a realidade é outra, sabe-a bem o senador. Aqui e em outros estados já pipocam acordos entre "demistas" e "pessedistas". A governadora Rosalba Ciarlini, por exemplo, já externou publicamente sua intenção de apoiar a reeleição da prefeita Edinha Pinheiro, do PSD, em Monte das Gameleiras. A postura de Rosalba deverá ser repetida em outros municípios. A governadora pretende pedir voto este ano para quem pediu voto para ela na eleição passada.

E agora José? Como irás cobrar disciplina partidária da tua governadora? Vai manter o discurso proibitivo? Ou vai flexibilizar um poucochinho?

Eu acredito que o senador terá de reformular o discurso que expõe toda sua aversão pelo PSD. Se não, correrá sério risco de perda da autoridade. Do que adianta fincar pé e exigir uma coisa que não será cumprida por boa parte de seus liderados?

O PSD é uma realidade e parte de sua representação é oriunda do Democratas quer José Agripino queira ou não. Não adianta o líder do Democratas dizer que "o PSD é feito por pessoas que não têm história". Ele não está sendo fiel à própria história. Muita gente que faz o PSD esteve ao lado de Agripino em diversas campanhas país afora, inclusive, no Rio Grande do Norte.

Mas a mágoa tem obliterado a visão do senador. Até quando?

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