terça-feira, 27 de setembro de 2011

TSE defere pedido de registro do PSD


Dos sete ministros, apenas Marco Aurélio votou contra a criação da legenda; DEM promete recorrer ao Supremo Tribunal Federal


O PSD, partido que, segundo seu criador, o prefeito de São Paulo, não é de direita, nem de esquerda, nem de centro, finalmente sairá do papel. Por seis votos contra apenas um, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu na noite desta terça-feira aceitar o pedido de registro da legenda. Com isso, a nova sigla poderá lançar candidatos para as eleições municipais de 2012. O julgamento ocorreu dez dias antes do fim do prazo estabelecido pela legislação eleitoral para o registro de partidos que pretendem entrar na corrida eleitoral do ano que vem. Votaram a favor da criação da legenda: a relatora, Nancy Andrighi, Marcelo Ribeiro, Teori Zavascki, Arnaldo Versiani, Carmen Lúcia e Ricardo Lewandowski. Somente o ministro Marco Aurélio Mello votou contra. 
O partido marcou um ato político para a manhã desta quarta-feira, em Brasília, para comemorar o resultado. O DEM promete entrar com recurso contra resultado do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF).    

Vantagem - A criação do PSD, referendada pelo Tribunal Superior Eleitoral, significa uma vantagem ainda mais larga para o governo, que já possuía ampla maioria no Congresso: o partido, que terá mais de 40 deputados e 2 senadores, deixa a oposição com menos de 20% do Parlamento. Ao mesmo tempo, a legenda de Gilberto Kassab chega como uma incógnita para os governistas, que terão mais trabalho para manter unida a gigantesca base aliada.
Para a oposição, a formalização do PSD significa uma diminuição ainda mais drástica na força numérica de DEM, PSDB e PPS. Os conformados argumentam que, com ou sem PSD, os adversários do governo Dilma não conseguiriam criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito ou obstruir as votações. Mas, especialmente para o DEM, a gênese de um partido significa a perda de quase metade da força política do partido, que já enfrenta um processo de decadência. Se não conseguir reverter essa tendência já no pleito de 2012, a legenda corre o risco de se tornar irrelevante.

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